Virtualização: fazendo mais com muito menos
Publicado por Carrari em 19/7/2010 (63 leituras)
A virtualização é uma das mais interessantes tecnologias surgidas nos últimos anos. No mundo empresarial, é a última palavra em “faça mais com menos”.
Embora as perspectivas para o Brasil sejam boas, o ambiente econômico traz desafios a todas as empresas – em um mar de mudanças, é preciso gerir o fluxo de caixa, obter rentabilidade e atender às demandas de clientes. Tudo isso pode colocar à prova até o mais tarimbado gestor. Estas mesmas condições se ampliam nas pequenas e médias empresas (ou PME’s), que precisam concorrer com as grandes na luta por novos clientes, mas usando apenas uma fração dos recursos.
As pequenas e médias costumam esbarrar em um dilema clássico: embora a TI seja crítica para atender as demandas de seus clientes e de seus negócios, bem como para acomodar a expansão da própria empresa, elas possuem limitações de orçamento, o que implica menos recursos para investir em TI. A resposta? Virtualização.
A virtualização é uma das mais interessantes tecnologias surgidas nos últimos anos. No mundo empresarial, é a última palavra em “faça mais com menos”. De uma forma mais simples, podemos dizer que a tecnologia aumenta a porcentagem de trabalho realizada pelos mesmos servidores, o que reduz o número de equipamentos necessários para efetuar mais tarefas – fazendo com que um servidor faça o trabalho de muitos. Em resumo, com a virtualização, uma empresa pode reduzir seu orçamento de TI e, ainda, realizar mais com os recursos existentes, uma solução excelente para o dilema de TI enfrentado pelas PME’s.
Embora a virtualização seja relativamente nova, seus benefícios já se comprovaram repetidas vezes. O Gartner prevê que, até 2012, a maioria das empresas de porte médio considerará a virtualização de 100% de seus servidores, impulsionadas sobretudo pela economia gerada na consolidação destes equipamentos. De fato, há análises mostrando que para cada máquina virtual instalada que não seja usada na produção a empresa economiza cerca de US$ 6.500, em comparação com a alternativa de instalar e operar um servidor físico.
Impacto no mundo real
O que isso significa para as pequenas e médias empresas? Quando o processo de virtualização foi implantado, era prático apenas para grandes empresas, e sua instalação custava milhões. Novas tecnologias ajudaram a tornar a virtualização mais acessível a companhias de todos os portes.
Um exemplo de PME brasileira que usa este serviço é a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP). Embora contasse com um parque repleto de máquinas em São Paulo, a empresa estava com crescimento desordenado de hardware, resultando em falta de espaço em seu datacenter, além de um ambiente pulverizado e de administração complexa. Ao implantar o projeto de virtualização, a CIP reduziu a quantidade de servidores físicos em 1/3. O uso de blades na arquitetura da solução juntamente com a virtualização ajudou a diminuir em cerca de 35% o consumo de energia comparado ao ambiente antigo.
Outro diferencial é quanto à escalabilidade e provisionamento. Antigamente, projetos novos demoravam cerca de trinta dias para entrarem em operação, devido à necessidade de comprar novos equipamentos, configurar, testar e colocar em produção. Hoje, este prazo foi reduzido para dois dias com o uso da virtualização e o provisionamento do equipamento. A criação de novos servidores lógicos (Máquinas Virtuais) é imediata e a disponibilização de novas aplicações para os usuários foi reduzida em 20% do tempo gasto antigamente.
Estes são alguns dos benefícios obtidos pela CIP. Com a virtualização, pequenas e médias empresas podem, de uma maneira geral, consolidar oito servidores em dois – o que já representa uma economia radical. Esta tecnologia também possibilita que a carga de trabalho seja redistribuída a diferentes aplicações garantindo que a troca entre máquinas virtuais seja impecável. Os funcionários da empresa virtualizada podem, ainda, contar com todas as ferramentas de que precisam para atender os clientes, mas a mesma rede de TI será muito mais eficiente e barata.
Como se vê, a virtualização é uma estratégia tecnológica fundamental, capaz de transformar a estrutura de TI de uma pequena ou média empresa em uma vantagem competitiva. Antigamente, esta tecnologia, em função de custos e complexidade, estava fora do seu alcance, mas atualmente companhias de todos os portes – do Brasil e do mundo – podem tirar vantagem dela. Trata-se de um desenvolvimento promissor, que possibilita às pequenas e médias companhias concorrer com grandes corporações, uma vez que a arena de disputas fica mais e mais nivelada com o passar do tempo.
Por: Daniel Neiva.
Fonte: Portal Investimentos e Notícias
http://www.investimentosenoticias.com.br
Daniel Neiva é Diretor de Vendas para Pequenas e Médias Empresas da Dell América Latina.
Embora as perspectivas para o Brasil sejam boas, o ambiente econômico traz desafios a todas as empresas – em um mar de mudanças, é preciso gerir o fluxo de caixa, obter rentabilidade e atender às demandas de clientes. Tudo isso pode colocar à prova até o mais tarimbado gestor. Estas mesmas condições se ampliam nas pequenas e médias empresas (ou PME’s), que precisam concorrer com as grandes na luta por novos clientes, mas usando apenas uma fração dos recursos.
As pequenas e médias costumam esbarrar em um dilema clássico: embora a TI seja crítica para atender as demandas de seus clientes e de seus negócios, bem como para acomodar a expansão da própria empresa, elas possuem limitações de orçamento, o que implica menos recursos para investir em TI. A resposta? Virtualização.
A virtualização é uma das mais interessantes tecnologias surgidas nos últimos anos. No mundo empresarial, é a última palavra em “faça mais com menos”. De uma forma mais simples, podemos dizer que a tecnologia aumenta a porcentagem de trabalho realizada pelos mesmos servidores, o que reduz o número de equipamentos necessários para efetuar mais tarefas – fazendo com que um servidor faça o trabalho de muitos. Em resumo, com a virtualização, uma empresa pode reduzir seu orçamento de TI e, ainda, realizar mais com os recursos existentes, uma solução excelente para o dilema de TI enfrentado pelas PME’s.
Embora a virtualização seja relativamente nova, seus benefícios já se comprovaram repetidas vezes. O Gartner prevê que, até 2012, a maioria das empresas de porte médio considerará a virtualização de 100% de seus servidores, impulsionadas sobretudo pela economia gerada na consolidação destes equipamentos. De fato, há análises mostrando que para cada máquina virtual instalada que não seja usada na produção a empresa economiza cerca de US$ 6.500, em comparação com a alternativa de instalar e operar um servidor físico.
Impacto no mundo real
O que isso significa para as pequenas e médias empresas? Quando o processo de virtualização foi implantado, era prático apenas para grandes empresas, e sua instalação custava milhões. Novas tecnologias ajudaram a tornar a virtualização mais acessível a companhias de todos os portes.
Um exemplo de PME brasileira que usa este serviço é a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP). Embora contasse com um parque repleto de máquinas em São Paulo, a empresa estava com crescimento desordenado de hardware, resultando em falta de espaço em seu datacenter, além de um ambiente pulverizado e de administração complexa. Ao implantar o projeto de virtualização, a CIP reduziu a quantidade de servidores físicos em 1/3. O uso de blades na arquitetura da solução juntamente com a virtualização ajudou a diminuir em cerca de 35% o consumo de energia comparado ao ambiente antigo.
Outro diferencial é quanto à escalabilidade e provisionamento. Antigamente, projetos novos demoravam cerca de trinta dias para entrarem em operação, devido à necessidade de comprar novos equipamentos, configurar, testar e colocar em produção. Hoje, este prazo foi reduzido para dois dias com o uso da virtualização e o provisionamento do equipamento. A criação de novos servidores lógicos (Máquinas Virtuais) é imediata e a disponibilização de novas aplicações para os usuários foi reduzida em 20% do tempo gasto antigamente.
Estes são alguns dos benefícios obtidos pela CIP. Com a virtualização, pequenas e médias empresas podem, de uma maneira geral, consolidar oito servidores em dois – o que já representa uma economia radical. Esta tecnologia também possibilita que a carga de trabalho seja redistribuída a diferentes aplicações garantindo que a troca entre máquinas virtuais seja impecável. Os funcionários da empresa virtualizada podem, ainda, contar com todas as ferramentas de que precisam para atender os clientes, mas a mesma rede de TI será muito mais eficiente e barata.
Como se vê, a virtualização é uma estratégia tecnológica fundamental, capaz de transformar a estrutura de TI de uma pequena ou média empresa em uma vantagem competitiva. Antigamente, esta tecnologia, em função de custos e complexidade, estava fora do seu alcance, mas atualmente companhias de todos os portes – do Brasil e do mundo – podem tirar vantagem dela. Trata-se de um desenvolvimento promissor, que possibilita às pequenas e médias companhias concorrer com grandes corporações, uma vez que a arena de disputas fica mais e mais nivelada com o passar do tempo.
Por: Daniel Neiva.
Fonte: Portal Investimentos e Notícias
http://www.investimentosenoticias.com.br
Daniel Neiva é Diretor de Vendas para Pequenas e Médias Empresas da Dell América Latina.
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